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Autonomia da Igreja
O princípio da autonomia das igrejas nasce como outros três princípios defendidos pelos batistas: a autonomia do indivíduo, a liberdade religiosa e a separação entre igreja e Estado na Inglaterra, no contexto das fortes influências do individualismo e da liberdade de consciência ao correr do século XVII.

A ideia fundamental da autonomia da igreja local é a defesa contra a formação de uma igreja estatal que tivesse ingerência direta na vida dos cidadãos ou de um controle eclesiástico centralizador, como era na época a Igreja Anglicana em face dos movimentos puritanos e separatistas em solo inglês.

Daí porque os batistas passaram a prezar tanto o conceito de autonomia da igreja local, uma vez que tanto padeceram com as perseguições católica e anglicana na gênese da sua existência institucional.

O princípio da autonomia da igreja local é uma defesa contra a ingerência de outras igrejas ou mesmo de órgãos denominacionais em seus assuntos internos.
A questão a ser debatida para convergências é se a autonomia de uma igreja, em termos administrativos e eclesiásticos, também se refere à sua autonomia doutrinária.
Se não, a questão seguinte é até que ponto, e sob que critérios reguladores, associações, convenções e ordens de pastores podem interferir no acompanhamento e controle dos desvios doutrinários de uma igreja.

Cooperação
No tocante à ética no relacionamento entre as igrejas e à questão da cooperação denominacional, algumas posturas são indispensáveis:

— solidariedade nos momentos de crise ou dificuldade;
— respeito às diferenças de costumes que não distorçam fundamentos bíblicos ou doutrinários;
— parceria em projetos de evangelização e missões, ou de ação social, quando os resultados da atuação coletiva podem ser maiores do que em atividades isoladas;
— convívio harmonioso das igrejas a partir do convívio harmonioso entre os pastores (assim como as religiões não podem pedir paz entre as nações se não souberem viver em paz entre si, os pastores e líderes não podem esperar convívio harmonioso entre as igrejas se não cultivarem convívio harmonioso entre si);
— esforços para evitar a mentalidade e o ambiente da concorrência ou da competição, a partir da consciência de que cada igreja possui características e qualidades distintas e peculiares, em áreas de atuação também peculiares e distintas, tal qual se dá também em ministérios pastorais e lideranças com ênfases que reflitam a singularidade de cada líder e pastor;
— transformação das pretensões de cooperação em atos concretos, a partir da cooperação financeira para fins comuns, considerando que a participação consciente e voluntária resulta de planejamentos relevantes e consistentes, sob lideranças lúcidas e coerentes em estruturas organizacionais modernas e eficazes nas instituições denominacionais.