Cooperando com a visão discipuladora que vem sendo adotada por igrejas batistas de todo o Brasil, a Convenção Batista Carioca continua com sua jornada de capacitação de novos líderes para a formação de Pequenos Grupos Multiplicadores na cidade do Rio de Janeiro. Na última sexta-feira, dia 9 de agosto, cerca de 70 irmãos concluíram a série de aulas gratuitas, ministradas pelo diretor geral da CBC, Pr. Nilton Antonio de Souza.

O curso, que contou com um total de 30 horas, foi sediado pela Igreja Batista Central de Olaria. Ao abrir suas portas, a igreja favoreceu a participação de membros de quatro coirmãs da região leopoldinense, da Ilha do Governador e de Duque de Caxias (Baixada Fluminense). Esta foi uma das maiores turmas de todo o período de capacitação em PGMs. O conteúdo, ministrado de maneira detalhada, aborda conceitos de liderança, questões relacionadas ao fortalecimento de discípulos multiplicadores e os métodos utilizados nos encontros do PGM.

Enquanto os adultos concluíam a última aula do curso, crianças da IB Central de Olaria vivenciavam um PGM infantil em um ambiente apropriado. Contação de histórias bíblicas por meio de fantoches, música e lanche foram os ingredientes dessa mistura lúdica que provocou nos pequeninos uma reflexão séria sobre valores cristãos. É a igreja local gerando relacionamentos discipuladores e conduzindo crianças a Jesus.

Além de vidas, estabilidade denominacional

Pr. Alexandre Aló, da Igreja Batista Missionária do Maracanã, foi convidado a levar uma mensagem de testemunho sobre a implantação de Pequenos Grupos em sua igreja. Dentre a série de vantagens dos PGMs, o pastor destacou a renovação da visão missionária que tem levado seus membros a desejarem se envolver na multiplicação de discípulos. Além disso, Aló afirmou que os PGMs geram estabilidade da visão denominacional. “A gente não precisa mais ficar preocupado com a realização das campanhas missionárias e internas [da própria igreja] porque são os pequenos grupos que as realizam. São os líderes que fazem as campanhas.”

Pr. Alex Brito (IBC Olaria) apresenta o Pr. Aló, da IBM Maracanã.

Atualmente, a Igreja Batista Missionária do Maracanã conta com 13 Pequenos Grupos Multiplicadores. De acordo com o pastor Aló, o número de frequentadores dos PGMs se tornou maior do que no templo, já que o alcance da vizinhança virou uma meta natural nesses grupos de convivência. “São 13 casas. Já foram 17, 15… Nossa igreja não é perfeita, mas é uma igreja que tem saúde espiritual, doutrinária e financeira”.

Gerando sonhos missionários

SIB de Vigário Geral plantando as sementes dos PGMs nas ruas do bairro.

Cristiane Pinheiro, promotora de Missões e Evangelismo da SIB de Vigário Geral, foi uma das líderes formadas pelo curso. Ela, que há quase um ano vinha orando para que sua igreja respirasse missões, afirma que o curso de Pequenos Grupos Multiplicadores foi um divisor de águas em seu ministério e para toda a igreja. “E eu já estava com esse pensamento, junto ao nosso pastor, de começarmos um trabalho com mais intimidade com as pessoas. Levar esse evangelho simples para que as pessoas do bairro pudessem conhecer melhor Jesus e a nossa igreja. Quando apareceu o curso de PGMs em Olaria eu aceitei”, lembrou.

Com a formação dos novos líderes, a SIB de Vigário Geral está firme na conquista de vidas para Cristo. Segundo Cristiane, o trabalho de evangelização de mototaxistas e usuários de drogas tende a se transformar em Pequenos Grupos Multiplicadores, bem como a atividade esportiva, que alcança crianças e pais da comunidade. “Temos vivido milagres e sabemos que é um processo. Estamos começando as reuniões para formar os pequenos grupos com pessoas não-crentes. Estamos avançando e temos muito a conquistar. Estou feliz porque me coloquei à disposição do Senhor para alcançar o meu bairro.”

Sobre a estratégia dos PGMs, o diretor geral da CBC defende que a razão de ser da igreja é fazer discípulos e isso inclui três ações: ir, batizar e ensinar a obedecer. Usando um trocadilho, o pastor Nilton afirma que a liderança que não acompanhar esse processo de mudanças “vai perder o bonde da história e depois vai contar apenas a história do bonde”. Sobre a importância das adaptações aos contextos, ele acrescentou: “Se continuarmos a fazer o que estamos fazendo, vamos continuar a receber o que estamos recebendo”.

Os cursos não param. A cada semestre a Convenção Batista Carioca abre novas turmas em regiões estratégicas do Rio de Janeiro. Acompanhe a abertura de novas turmas pelo site https://batistacarioca.com.br/pgm/