A AERBC realizou o Café da Comunhão, na IB Memorial em Rocha Miranda. Foi um encontro entre pastores, educadores cristãos e líderes de educação cristã, que contou com a presença da Associação de Músicos Batistas Cariocas (AMBC) que promoveu o Cardápio Musical onde os convidados podiam escolher louvores para serem entoados a Deus. Além da realização de um curso de Café, dirigido por Ronaldo, provador especialista em café, da indústria de café Pimpinela que nos presenteou com brindes de seus produtos.

Foram momentos especiais que permitiram reencontros, possibilidades de troca de experiências, gratidão pelo relacionamento ministerial entre pastores e educadores. Neste encontro também foi comemorado o Dia do Educador Cristão Batista Carioca.

É tão importante a questão da comunhão que podemos refletir em Lucas 5.1-11, onde encontramos a narrativa de mais um dos milagres de Cristo enquanto esteve por aqui neste mundo, o milagre da grande pesca.

Com certeza já nos foram apresentados muitos ensinos baseados nesta passagem, porém, compartilhamos esse texto sob uma reflexão sobre a necessidade da Comunhão entre líderes, e mais especificamente sobre a necessária comunhão entre nós educadores e nossos pastores.
Podemos entender que o contexto da relação entre Cristo, Pedro, demais pescadores e a multidão é o mesmo contexto em que vivenciamos no exercício de nossos ministérios. Estamos todos buscando viver a vontade de Deus.

De acordo com o referido texto bíblico, havia uma multidão pronta para ouvir (v.1), é verdade que cada um tinha sua razão pela qual estava ali esperando o que o Mestre iria falar, porém o que importa é que o Mestre falou e certamente atendeu as expectativas daquela multidão, porque sua palavra nunca volta vazia.
Naquela circunstância havia o recurso necessário para que o evangelho fosse anunciado, o recurso foi um dos barcos que estava por ali (v. 2,3). Nem sempre precisa ser muito além do simples para ser eficiente, Jesus sabia e ensinou muito bem isto.

Detentor da habilidade de liderar, Cristo organiza e orienta sua equipe para que participem do milagre que aconteceria ali diante de todos. Elege um líder, Peedro, e dá as orientações da pesca (v.4).

O seu novo líder enxerga as barreiras que poderiam até desanimá-lo, mas pela autoridade de seu Mestre, por sua credibilidade e certeza nas ordens, o novo líder obedece e faz tudo o que lhe foi dito (v.5).
Depois desse relacionamento de submissão, obediência, autoridade vinda de Deus e respeito mútuo, os resultados aparecem. Tantos peixes que quase arrebentam as redes (v.6).

É então que nos deparamos com a principal lição para nós educadores e pastores no exercício de nossos ministérios no cumprimento da Grande Obra de Deus. O momento em que outros são chamados para também pegar os peixes, o momento de ter tudo em comum (v.7). Estratégias, recursos, orientações, certezas, tudo pode ser posto a perder se não houver comunhão entre nós. Comunhão que vem da vontade de obedecer a Deus, mas que tem fundamento em entender que a glória é do Senhor e as bênçãos precisam ser experimentadas por todos que se dispõem.

Quando nos reunimos no Café da Comunhão o representante da indústria de café Pimpinela nos mostrou que apesar de parecer que fazer café é simples, não é bem assim. Se não atentarmos aos detalhes, por mais que o produto seja bom o resultado não atingirá as expectativas. Da produção à conservação é necessária muita atenção de todos os envolvidos, caso contrário alguma parte ficará prejudicada.

Do conhecimento ao ensino e conservação da Palavra de Deus é preciso dedicação, habilidade, envolvimento, disposição, fé e, principalmente, comunhão. A comunhão é o detalhe que permite o aproveitamento total dos resultados. O ter tudo em comum inclui o ter tudo mesmo em comum. Só assim, alcançaremos a unidade da fé e abençoaremos as multidões.

Depois de tudo o que experimentaram, deixaram tudo e seguiram a Jesus. Que deixemos sempre tudo o que pode nos impedir de experimentar a verdadeira comunhão e prossigamos para novas experiências com nosso Deus.

Priscila Mariano da Silva Mota
Educadora Religiosa; membro da IB Nova Canaã (RJ); Presidente da AERCBC; Professora do ICER (polo Padre Miguel e Bangu).