No último sábado, a Convenção Batista Carioca realizou seu 5º Congresso de Administração Eclesiástica, que aconteceu na Igreja Batista em Padre Miguel, na região Oeste do Rio de Janeiro. A programação veio para instrumentalizar membros de igrejas que ocupam funções de liderança, especialmente nos âmbitos administrativo e fiscal.

Duas plenárias deram início ao evento. A primeira delas teve a participação da delegada Marcia Noeli, diretora da Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do RJ. Durante sua palavra, que teve como foco a conscientização sobre a problemática da violência contra a mulher, fez um apanhado histórico dos desafios da mulher na sociedade. Explicando sobre o ciclo da violência, ela afirmou que a maioria das agressões acontece no lar e geralmente são motivadas por uma cultura preconceituosa.

“O principal fator da violência contra a mulher é a cultura machista dos agressores”, pontuou. Falando sobre os inúmeros casos que chegaram ao seu conhecimento, lembrou-se de que já havia resgatado uma irmã da igreja porque seu marido, seminarista, a mataria. Em casos como estes, Marcia defende que o papel da igreja precisa ir além da reconciliação conjugal, ou seja, deve agir para que haja a interrupção imediata da violência. “Como igreja podemos, sim, apoiar a mulher, enviá-la a um abrigo, dar apoio emocional…”, disse a delegada, que também orientou quanto ao tratamento que pode ser oferecido ao agressor, em casos específicos.

Tudo começa na missão
Pr. Fernando Brandão, diretor executivo de Missões Nacionais, veio na sequência para falar sobre a importância do discipulado. Analisando o cenário batista, ele afirmou que perder de vista a missão é perder a própria identidade da igreja. “A missão é multiplicar discípulos e a visão é alcançar a todos”, completou.

Segundo o pastor, Deus manifesta sua visão e missão através das vidas de seus servos. A estrutura resultante disso são projetos e ministérios. Mas a missão nunca deve ser perdida de vista. Para ele, quando isso acontece surgem as divisões e os isolamentos.

“Nessa etapa começam a surgir os saudosismos, os questionamentos. Queremos sempre encontrar um culpado e aí surgem as divisões e os isolamentos. Depois desse processo vem a falência e a morte. Pra que isso não aconteça, não podemos perder o ponto de partida, que é a missão.”

O congresso trouxe também oficinas que oportunizaram o aprofundamento nos temas: Secretaria – Elaboração de Atas (Pr. David Curty); Como ser um tesoureiro eficiente (Pr. Clayton Alvin); Atribuições e Responsabilidades de um Conselheiro Fiscal (Pr. Luciano Garcia); União Estável: o que é e como a igreja deve proceder? (Dr. Marcelo Rosa); Como Promover Missões na Igreja? (Pr. Elias Gouvêa); e Ministério com Idosos (Elaine Nolding). Foi uma tarde de troca de experiências e retirada das dúvidas que surgem no dia a dia da igreja.

Cerca de 150 pessoas de várias igrejas batistas marcaram presença no 5º Congresso de Administração Eclesiástica. A Convenção Batista Carioca agradece à igreja hospedeira do evento, que com grande alegria recepcionou a todos com sua estrutura e engajamento de membros.