Casos de intolerância religiosa estão se tornando cada vez mais comum no Rio de Janeiro. No último sábado, uma muçulmana afirmou ter sido agredida duas vezes em Copacabana, enquanto distribuía folhetos com mensagens a favor da paz e respeito religioso.
Tatiana Galvão, bióloga, teria sido hostilizada por um francês, que jogou o folheto em seu rosto, enquanto xingava e ameaçava. Ela contou ainda que, mais tarde, recebeu tapas de outro homem durante a entrega do mesmo folheto.
O vice-presidente da União Nacional das Entidades Islâmicas (UNI), Ali Hussein Taha, se reuniu com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para tratar dos casos de discriminação e intimidação de muçulmanos no Brasil. Segundo Taha, a mídia tem um forte papel na estigmatização do muçulmano como terrorista.
“Na realidade somos brasileiros, somos quase 1,5 milhão e meio de brasileiros muçulmanos no território nacional há várias gerações. Somos brasileiros acima disso e a religião não pode tratar nem mais nem menos os brasileiros e foi essa a questão que viemos tratar aqui com o ministro”, disse Taha.
Para o ministro Moraes, é inadmissível que todos os muçulmanos sejam confundidos com terroristas. Ele acrescentou que ministérios e as autoridades federais trocarão informações com entidades muçulmanas para o combate ao preconceito.
