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Dentre as muitas razões elencadas e percebidas para que queridos líderes e maravilhosas igrejas não participem da obra denominacional, elenquei somente três para sua reflexão. O desejo é que você reflita e ore sobre o que passará a ler a partir deste momento (garanto a você que não passa de 10 minutos…). Segue então a exposição destes três possíveis (não únicos) e mais comuns motivos para a não participação denominacional:

1) Quando a igreja é engolida, embevecida por sua autonomia.
Convenhamos, pouquíssimas são as igrejas do nosso campo carioca
que foram formadas sem o apoio da Convenção, de uma ou mais igrejas de uma mesma associação, ou ainda de uma ajuda externa, como de uma Junta Missionária da CBB ou de um grupo de americanos, por exemplo. A grande maioria das igrejas, uma vez organizadas, foi estabelecida como fruto de apoio ministerial, financeiro e de recursos humanos oriundos da igreja-mãe. Pastores que ampliaram, pela Graça de Deus, as tendas de um ministério, o fizeram, em sua esmagadora maioria, a partir de um investimento inicial feito. Quantos ministérios não começaram com um lote já comprado, com um templo erguido
em parceria com grupos de irmãos construtores da América (por exemplo)?

Ocorre que a necessidade do início por vezes não se traduz na continuidade da ajuda. Ao ter a benção do crescimento, muitas igrejas se
voltam para si, num movimento de endógeno, até mesmo de entropia negativa. Maximizam sua autonomia sem que ela reconheça a benção da interdependência. Passam a viver para si, confiando somente em si. É o caso de quem não contribui, porque não confia na administração alheia. (se quiser acesse: https://sergiodusilek.wordpress.com/2017/04/18/as-contribuicoes-sao-biblicas-2-ou-ainda-quem-administra-o-dinheiro-do-senhor-sou-eu/).

2) Quando a igreja perde a visão dos princípios batistas
Trabalhamos em cooperação. Ofertamos por fé e esta nada mais é
do que uma forma espiritual de visão. Alguns acham que a vida com Deus se faz com a sobra (do tempo, dos recursos, etc.). Pode até ser para uma vida espiritual medíocre. No entanto o vigor espiritual vem da primazia a Deus:

“Buscai PRIMEIRAMENTE o Reino de Deus…”.

Quando um crente perde a visão espiritual, ele deixa de contribuir.
Quando uma igreja perde a visão espiritual, esta que está impregnada nos princípios batistas, ela deixa de contribuir. (se puder, e quiser, leia:
https://sergiodusilek.wordpress.com/2017/04/23/as-contribuicoes-sao-biblicas-3-ou-ainda-nao-contribuo-porque-nunca-sobra/).

O problema é que isso por vezes é transmitido à membresia. A acomodação colaborativa por vezes desemboca numa acomodação participativa. E perceba: no cálculo do Reino não é o que entrou, mas o que poderia ter entrado na casa do tesouro, porém ficou de fora.

3) Quando a igreja contraditoriamente não investe em estrutura, mas na missão
Pensamento louvável, numa primeira análise. No entanto, no mundo em que vivemos, que missão se realiza sem o mínimo de estrutura? Pense na própria igreja local: investir em manutenção de patrimônio, na conta de luz, em zeladoria, em transporte, no próprio ministério pastoral, não é também uma forma de investimento em estrutura? Claro que sim! A questão então é se a estrutura está voltada e adequada para a Missão e não o pressuposto de que a “máquina” não pode receber recursos… Esse discurso de parte da liderança não está muito distante da fala de
muitos membros (se puder e quiser, leia: https://sergiodusilek.wordpress.com/2017/04/28/as-contribuicoes-sao-biblicas-3-ou-ainda-nao-dou-dinheiro-para-pastor/).

A própria linguagem bíblica fala sobre isso. Condições foram estabelecidas e dadas para que os sacerdotes e levitas pudessem se dedicar ao serviço no Templo. De igual modo, pessoas doaram para manter o itinerante Jesus, assim como pessoas doavam para manter o trabalho apostólico. A contribuição é bíblica (se puder e quiser, leia:
( https://sergiodusilek.wordpress.com/2017/04/10/as-contribuicoes-sao-biblicas/). O apoio entre as igrejas também é. Não fique de fora do privilégio que Deus concedeu a todos nós, pastores, diáconos, membros de igrejas, de participarmos do sustento e expansão da Sua obra.

Que Deus abençoe sua colheita e amplie suas tendas e celeiros.

Pr. Sergio Dusilek
Presidente da CBC