“E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.” (2 Tm 2.2).

Gosto de pensar que a obra missionária precisa de pregadores comprometidos como João Batista, que incessantemente anunciava: “Eis aqui o Cordeiro de Deus”. (João 1.36).
Essa mensagem não voltou vazia, frutificou: “Era André, irmão de Simão Pedro, um dos dois que ouviram aquilo de João, e o haviam seguido. Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo). E levou-o a Jesus”. (João 1.40-42).

Esse texto registra o momento onde começam a surgir os primeiros seguidores do Cristo. João já havia declarado no dia anterior que Jesus era o Cordeiro de Deus, mas a princípio a mensagem não surtiu muito efeito. Isso me lembra que os frutos da obra missionária nem sempre são imediatos e que devemos insistir na proclamação do evangelho. Para viver uma vida missionária é preciso perseverança.

Graças a perseverança de João, no dia seguinte, João repete a mesma mensagem: “Eis o Cordeiro de Deus!”, e desta vez algo diferente aconteceu. Os discípulos de João ao ouvirem a mensagem do evangelho tornaram-se agora seguidores de Jesus. E ao ver que agora o seguiam, o Senhor Jesus lhes perguntou o que estavam procurando, e eles após chamar a Jesus de Rabi (Mestre), responderam-lhe perguntando onde Ele estava se hospedando. Em seguida o Senhor Jesus os chamou e mostrou onde estava morando e ficaram com Ele naquele dia. Nesta outra parte, aprendemos que a obra missionária requer também relacionamentos profundos. Não haverá obra missionária sem relacionamentos profundos. É impossível viver uma vida missionária sem desenvolver relacionamentos profundos.

Um dos que ouviram a proclamação de João e seguiram a Cristo foi André, irmão de Simão. Através do seu exemplo, aprendemos outra importante lição da obra missionária, sobre como devemos compartilhar com os outros a mensagem do evangelho. Ao tornar-se um seguidor de Jesus, a primeira coisa que André fez foi procurar o seu irmão, Simão, para lhe contar que haviam encontrado o Messias (Que é o mesmo que Cristo). E depois de contar ao irmão, o levou para também conhecer ao Senhor Jesus Cristo. O testemunho pessoal é imprescindível na obra missionária.

Essa deve ser a vida de um missionário: É preciso, assim como João, anunciar a Cristo continuamente, com perseverança e fé. É preciso cultivar relacionamentos profundos com as pessoas. É preciso “imitar” a atitude missionária de André, que logo foi em busca do seu irmão Simão para compartilhar a maravilha de ter encontrado o Salvador tão esperado. Não guarde o Evangelho para si, ele é muito grande para isso. Proclame o Evangelho de Cristo a todos. Espalhe a notícia de que Jesus é o Salvador e Senhor. Exclame em alta voz que o Jesus que te salvou tem poder para salvar a todos os que Nele creem, pois Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Em tempos de Missões Urbanas, que o Senhor nos aqueça o coração para proclamar as Suas verdades a todos. Para cumprir essa missão precisamos de pregadores e missionários como João; carecemos muito de discípulos como André, que confiem aquilo que de Jesus aprenderam aos outros e ensinem as pessoas as verdades do evangelho.

Pr. Carlos Elias de Souza Santos
Pastor Titular da Primeira Igreja Batista de Campo Grande – RJ