RELATÓRIO DA ASSOCIAÇÃO DE EDUCADORES RELIGIOSOS CRISTÃOS DA CBC A SER APRESENTADO NA REUNIÃO DO CONSELHO ADMINISTRATIVO DA CBC, NO DIA 14 DE JUNHO DE 2016.
A Associação de Educadores está em movimento.

Estamos mobilizados para retomada da prática da Educação Cristã no que diz respeito à qualificação e preparo de líderes, concentrados em oportunizar espaços para reflexões críticas sobre nossa realidade denominacional nas áreas educacionais. Nossa metodologia inclui, além da reflexão e discussão sobre os assuntos, registro dos resultados desses momentos que temos promovido.

Assim como foi documentado os resultados da oficina de EBD oferecida no VI Congresso de educação (fev/16), iremos documentar a discussão do nosso I Fórum Literário, promovido no último dia 11 de junho, na Igreja Batista Evangélica em Engenho Novo. No Fórum tratamos sobre: “A EBD como ferramenta de erradicação do analfabetismo funcional” (Prof. Silvino Netto) e “Currículo e Literatura – preparo e definições” (ER. Lídia Pierott e Rosangela Motta). Permitimos espaços para perguntas direcionadas aos palestrantes que responderam objetivamente cada questão apresentada. Essas questões serão registradas num documento elaborado pela AERCBC e por educadores convidados como resultado concreto de nossas inquietudes e observações.

Ainda no Fórum, apresentamos o Grupo de Trabalho oficial da AERCBC que irá trabalhar para idealização e registro do Plano de Ação que irá operacionalizar o Plano Diretor da Educação Religiosa Batista através de nossa Associação, bem como organizará a Matriz Curricular da AERCBC que visa atender às reais necessidades dos líderes de educação cristã nas igrejas batistas cariocas. Nosso objetivo é edificar vidas e fortalecer os servos que se dispuseram à esta vocação do ensino em nossas igrejas, bem como atuar de forma mais veemente junto a nossa Convenção na área da Educação Cristã.
Já começamos a grande obra e não queremos parar, pois estamos convictos que não podemos mais olhar para trás. Por isso, já estamos preparando o nosso:

CIRCUITO DE DIÁLOGO – Igreja Inclusiva. Cuidando dos especiais.
11 de agosto de 2016
Primeira Igreja Batista em Marechal Hermes
8h às 13h
Investimento: R$ 20,00

Contamos com o apoio na divulgação de todos vocês. Certamente será mais um momento abençoador em nossa história.

RESULTADO DA OFICINA DE EBD DO VI CONGRESSO DE EDUCAÇÃO RELIGIOSA (Fev/16)

A Associação de Educadores Religiosos Cristãos Batistas Cariocas  AERCBC) realizou no dia 20 de fevereiro de 2016, na Primeira Igreja Batista da Fundação (RJ), o VI Congresso de Educação Cristã com o tema: Educação Cristã na construção de uma teologia prática. Reuniram-se neste evento professores, diretores, pastores, educadores e líderes em diversas áreas no âmbito eclesiástico, e foram tratados assuntos relevantes ao exercício de uma liderança eficaz  e contextualizada. 

Entre os assuntos abordados, realizou-se a oficina  “Igreja na EBD – Como é possível?”, conduzida pela Ministra de Educação Cristã Eliete Celestino  Rodrigues (PIB de Mesquita – RJ),  objetivando discutir e avaliar a realidade do relacionamento da igreja com a Escola Bíblica Dominical e sua relevância para construção e consolidação de uma conduta cristã significativa  e prática. Participaram desta oficina pessoas diretamente envolvidas na coordenação, direção e execução da EBD que contribuíram para análise, por meio de amostragem, da realidade vigente do processo educacional que as igrejas da Convenção Batista Carioca estão vivenciando. Mediante as considerações feitas na discussão e análise do questionário aplicado aos congressistas participantes desta oficina, algumas inquietações abordadas trouxeram a tona  possíveis indícios das razoes pelas quais temos hoje um esvaziamento nas classes dominicais, sendo eles:

1.    A desmotivação decorrente de um currículo que não atende as necessidades que desperte interesse nas pessoas;
2.    O ativismo e a secularização;
3.    O conhecimento adquirido através do avanço da comunicação;
4.    A desqualificação teológica e técnica do professor;
5.    Tempo insuficiente para aplicação do estudo.

Partindo desses indícios cremos ser pertinente questionar e analisar os itens acima citados:

1.    Como atender os diversos interesses  que perpassam por condições diferenciadas  como faixa-etária e  realidade sociocultural, por exemplo?
Não seria prudente partirmos do princípio de que Deus tem um currículo próprio para construção e consolidação de uma conduta cristã significativa e prática?
Como apresentado no grupo, talvez o que seja necessário é estudar a Bíblia com mais atenção aos princípios nela revelados para orientação em todos os aspectos, em todas as circunstâncias, em todos os assuntos e em todo tempo.
2.    Quais as reais implicações do ativismo e da secularização no aspecto do avanço do Reino?
Fundamentados na fala de Jesus (João 17) o cristão está inserido no mundo, mas não pertence a este mundo. Sendo assim, isto nos remete para a necessidade de trabalhar, estudar, socializar-se , mas não exclui a responsabilidade de viver comprometidos com o Reino . Portanto, não é responsabilidade da EBD equipar esse indivíduo para que seja capaz de participar da propagação do evangelho aproveitando bem as oportunidades que tem?
3.    Sendo o professor um facilitador da aquisição do conhecimento bíblico, seria ele o único responsável pelo índice de frequência na EBD?   Não estaria o aluno esquivando-se de sua responsabilidade em dar o suporte necessário as  limitações do outro? Quem capacita não é Deus? Haveria um menos capacitado que o outro no serviço cristão? A escolha do professor prioriza o dom que ele recebeu ou o talento que ele possui?
Conforme discutido na oficina, nem sempre aquele que é equipado pedagogicamente exercerá a docência no ambiente eclesiástico de modo satisfatório. Bom seria equilibrar dom e talento, conhecimento e espiritualidade, mas não sendo possível, qual critério é prioritário? Sem talento (técnica) podemos equipar através de cursos, e sem o dom, o que fazemos?
4.    Tempo sem administração é “caos”.
Existe tempo suficiente para uma aula onde o professor não administra o tempo para apresentação do conteúdo? Será que no processo de ensino aprendizagem, professor e aluno conseguem definir os objetivos específicos de modo que conduza as discussões no tempo estabelecido de forma produtiva?  Ainda que o tempo de aula fosse maior do que o habitual (entre 40 e 60 minutos), se o professor não administrar o tempo, ele nunca será suficiente.
Com certeza é possível que outros índices sejam considerados relevantes ao que tange as razões referentes ao esvaziamento na Escola Bíblica Dominical Porém, a partir desses apresentados, já é possível  realizar uma análise critica  dos conceitos e valores que são preciso desconstruir para que possamos reconstruí-los.
Que Deus nos esclareça o caminho a seguir para contínua edificação e evangelização através da Escola Bíblica Dominical.    

Eliete Celestino  S. Rodrigues
Ministra de Educação Cristã na PIB em Mesquita (RJ); Coordenadora do ICER (Instituto Carioca de Ed. Religiosa – polo Mesquita).

Priscila Mariano da Silva Mota
Educadora Religiosa; membro da IB Nova Canaã (RJ); Presidente da AERCBC; Professora do ICER (polo Padre Miguel e Bangu).